O Conselho Federal de Biologia e os Conselhos Regionais (Sistema CFBio/CRBios) vão realizar, pelo segundo ano consecutivo, a Conferência Nacional de Biologia (ConfeBio). A 2ª ConfeBio, que acontecerá nos dias 1 a 3 de setembro, será um evento online, gratuito, que visa a estabelecer um espaço de compartilhamento e debate de temáticas relevantes para a atuação na área das Ciências Biológicas.

A Conferência terá como tema Profissão Biólogo: desafios, conquistas e oportunidades, com mesas-redondas que abordarão a atuação profissional nas áreas de Meio Ambiente e Biodiversidade, Saúde, Educação e Biotecnologia e Produção. Além das mesas, será realizada uma cerimônia de abertura com a participação dos presidentes do Sistema CFBio/CRBios, e, para o dia 3 de setembro, está programada uma palestra especial de encerramento. 

A 2ª ConfeBio será transmitida pelo canal do YouTube do CFBio, com emissão de certificados para ouvintes. As inscrições podem ser realizadas pelo hotsite cfbio.gov.br/confebio, onde também está disponível a programação completa do evento.

 

Serviço:

 2ª Conferência Nacional de Biologia - ConfeBio

Data: 1 a 3 de setembro de 2021

Horário: 17h às 21h

Transmissão: Canal do YouTube do CFBio

Mais informações: cfbio.gov.br/confebio/

 

 

Enviado a todos os deputados e senadores, documento também está sendo encaminhado ao Ministério Público Federal e a órgãos do Executivo

 

O Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Biologia (Sistema CFBio/CRBios) enviaram a todos os deputados federais e senadores o “Manifesto do Sistema CFBio/CRBios sobre Incêndios e a Desregulamentação das Políticas Ambientais no Brasil”. O documento também está sendo encaminhado a autoridades do Ministério Público Federal e do Poder Executivo, incluindo ministérios, órgãos ambientais, prefeituras e secretarias.

O manifesto foi elaborado pelo “Grupo de Trabalho – Incêndios e a Desregulamentação das Políticas Ambientais no Brasil", formado pelo Conselho Federal de Biologia e composto por três Biólogos: Angélica Beatriz Corrêa Gonçalves, Maria Saleti Ferraz Dias Ferreira e Yuri Marinho Valença.

Além de expor dados sobre a ocorrência de incêndios e queimadas nos biomas brasileiros e analisar medidas adotadas na desregulamentação das políticas ambientais no Brasil, o documento apresenta uma série de recomendações às instâncias municipais, estaduais e federal para prevenir e combater o fogo e para a proteção das nascentes, das matas ciliares, dos rios e outros corpos de água, além de medidas de proteção da biodiversidade.

Clique aqui e acesse a íntegra do documento.

Grupo voluntário Monitora Chapada, organizado pelo biólogo Leonardo Fraga e colegas da UnB, atua há cinco anos na região

Registro de espécie atropelada na Chapada dos Veadeiros / crédito: @guiacerratense

A cada segundo, 15 animais silvestres morrem atropelados no Brasil, segundo estimativas do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras-MG. Anualmente, são vitimados nas rodovias do país 430 milhões de pequenos vertebrados, 43 milhões de animais de médio porte e dois milhões de vertebrados de grande porte, como onças, antas e lobos.

Esses números superlativos fazem dos atropelamentos o principal causador de morte de fauna no país, superando outros graves problemas, como caça ilegal, tráfico de animais e incêndios florestais. No Cerrado brasileiro, a ampliação da malha rodoviária e a redução/fragmentação dos habitats naturais ocorrem de maneira acelerada desde o final da década de 1980, gerando impactos consideráveis para a fauna silvestre.

A questão, contudo, não se restringe ao Brasil. Pelo menos desde a década de 1970, pesquisadores de todo o mundo se dedicam à análise dos impactos da malha viária sobre a vida selvagem. E foi da consolidação desses estudos que em 1998 surgiu o termo Ecologia de Estradas, cunhado pelo ecólogo Richard T. Turner Forman.

Foi o interesse por essa área de conhecimento que levou o biólogo Leonardo Pereira Fraga (093877/04-D) a uma especialização no Centro de Estudos do Cerrado da Chapada dos Veadeiros da Universidade de Brasília (UnB), em 2017. O ano coincidiu com o da assinatura de um decreto presidencial que ampliou a área do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, de 65 mil para 240 mil hectares contínuos, uma notícia positiva mas que reforçou a necessidade de implementação de medidas protetivas das espécies que habitam a área do Parna, algumas delas ameaçadas, como lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

O objetivo de Leonardo foi exatamente avaliar aspectos ecológicos e espaciais relacionados com a fauna silvestre atropelada e propor soluções visando minimizar o problema. Os estudos do biólogo se concentraram em um trecho da rodovia BR-010 (que, no estado de Goiás, se sobrepõe à rodovia estadual GO-118), que corta a Área de Proteção Ambiental Pouso Alto, unidade de conservação que está inserida na área da Chapada dos Veadeiros.

De maio de 2017 a abril de 2018, Leonardo realizou um monitoramento mensal de um trecho de 34 quilômetros da BR-010, registrando 172 animais atropelados – 76 aves, 40 anfíbios, 38 mamíferos e 18 répteis –, entre eles 17 cachorros-do-campo (Cerdocyon thous) e um lobo-guará (Chrysocyon brachyurus).